10 de março de 2026

Mulher contrariou “conselhos” da igreja e denunciou surras do marido

Cansada de apanhar do marido, Cristina Martins dos Santos Moreira, 44 anos, procurou ajuda na igreja evangélica que frequentava. Porém, além de não receber o apoio que buscava, se surpreendeu com os conselhos para não levar o caso à polícia.

A história poderia ficar entre 4 paredes, como a maioria dos casos do tipo. Mas ela resolveu compartilhar o caso depois de ficar perplexa com a disposição alheia de esconder a violência doméstica.

Ao Campo Grande News, a vendedora conta que ficou um ano casada. Ela já era membro de uma igreja e o então marido também passou a frequentar o lugar. “Ele [marido] não trabalhava, eu é que sustentava a casa, principal motivo das nossas brigas. Cansei de pedir ajuda aos pastores da minha igreja para que eles conversassem com meu marido, porém, tudo o que eu ouvia era para que eles iriam orar para a situação se resolvesse”, disse.

tempo foi passando e as brigas continuaram, contudo, agora com agressões. “Era só tocar no assunto de trabalho que ele se enfurecia e foi quando as agressões começaram. Primeiro com empurrões até chegar nas surras”, detalha.

Na história, que muitas mulheres passam todos os dias, o que chama mesmo a atenção é que todas as vezes que era agredida Cristina buscava ajuda na igreja. Lá, era aconselhada a continuar orando e não procurar a polícia, com a justificativa de que o seu casamento era uma “promessa de Deus”.

“Estava cega. Não via o que estava acontecendo. Eles falavam que tiveram uma revelação e que o meu marido iria arrumar um bom emprego com horário e salário que queria. E era nisso que ele se apegava toda a vez que o cobrava sobre arrumar um trabalho”, conta.

Insustentável, na semana passada Cristina reuniu forças e após mais uma briga conseguiu dizer a si mesma “que seria a última vez que apanharia”.

“Quando apanhei mais uma vez, sentei na cama, olhei na cara dele e disse ‘pode bater, mas será a última vez, pois vou sair daqui e ir à polícia’. Ele chegou a me ameaçar dizendo que também seria a última vez que ia procurar à polícia. Sem pensar duas vezes rebati ‘então mata agora, pois eu vou”.

E vou o que Cristina fez. Foi a delegacia da mulher, registrou a ocorrência e ainda pediu medida protetiva. O marido deixou a casa, mas deixou sequelas no psicológico dela e também na esfera financeira.

“Fiquei endividada e para quitar as dívidas tive que vender coisas da minha casa. Também cheguei a passar fome e mesmo nesta situação as pessoas as quais um dia ajudei e me dediquei tanto não foram em meu socorro”, afirma a mulher ao se referir mais uma vez da igreja que frequentava.

Hoje, Cristina diz que deixou de ir nesta igreja e luta para reconstruir a vida. “Não vou mais me calar e também não vou deixar que ninguém me cale”.

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