Mulheres derrubam rótulo de profissões ‘masculinizadas’ e se tornam referência no mercado

Faz tempo que homens e mulheres dividem espaço no mercado de trabalho e desempenham as mesmas atividades, mas será que o preconceito com elas por exercer profissões consideradas ‘de macho’ acabou? O Jornal Midiamax foi em busca de exemplos de mulheres que se tornaram referência em profissões consideradas, mesmo em pleno 2019, como funções predominantemente masculinas.

A taxista Eliney Marçal da Silva, de 54 anos, conta que esse preconceito ainda existe, porém, é bem menor, se comparado há 30 anos, quando começou a trabalhar na área. “Eu fui uma das primeiras taxistas de Campo Grande e, por se tratar de uma profissão diferenciada, o preconceito sempre vai existir. Eu comecei muito nova e já aconteceu de passageiro perguntar se o carro era do meu pai, se eu tinha habilitação, ou condições para dirigir, enfim, queriam saber se eu estava brincando”, conta.

Mesmo nos dias atuais, de acordo com Eliney, poucas mulheres trabalham como taxistas. No ponto dela, que fica perto do Trevo Imbirussu, no bairro Guanandi, em Campo Grande, há oito motoristas e ela é a única mulher da turma.

“No meu ramo, entre meus colegas de ponto, sou respeitada e as taxistas muitas vezes são bem mais solicitadas pelo atendimento. Eu tenho várias clientes que se sentem mais à vontade com outra mulher ao volante”, afirma.

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