Saúde faz alerta sobre avanço do sarampo e cobra vacinação

A ameaça do retorno do Sarampo levou o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, a propor um novo pacto sobre vacinação. A proposta foi feita em reunião da Comissão Intergestores Tripartite (CIT), que conta com representantes das secretarias estaduais e municipais de saúde, além do Governo Federal.  Atualmente, Mato Grosso do Sul tem cinco casos suspeitos da doença, sendo um em Campo Grande e o restante no interior.

Segundo o Ministério da Saúde, a preocupação em relação ao avanço da doença se dá pela possibilidade da perda do certificado de eliminação de sarampo, concedida ao Brasil pela Organização Pan Americana de Saúde (OPAS/OMS), em 2016. “Com o baixo índice de vacinação e a reentrada do sarampo no Brasil, há o risco de perdermos o certificado de área livre da doença. Se o Brasil perde, as Américas perdem. Se as Américas perdem, uma pessoa não pode chegar e nem sair do continente sem a comprovação de vacina.

Tem implicações muito grandes para todos os ambientes de negócios, para todas a instâncias turísticas, e o que significa em um mundo globalizado restrições por questão sanitária”, enfatizou o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

Atualmente, três estados (Amazonas, Roraima e Pará) estão com transmissão ativa do vírus por registrarem casos confirmados recentes. Dados preliminares de 2018 apontam que, dos 5.570 municípios do país, 2.751 (49%) não atingiram a meta de cobertura vacinal de sarampo, que é igual ou menor de 95%. Os dados são ainda mais preocupantes nos estados com surto: no Pará 83,3% dos municípios não atingiram a meta; Roraima foram 73,3% e Amazonas, a metade 50%.

Em Mato Grosso do Sul, segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES), a cobertura vacinal foi de 99,63% em 2018. Bem acima dos 88% de 2017 e dos 96% em 2016. Foram distribuídas 206 mil doses da vacina contra sarampo no ano passado. Na Capital, a cobertura vacinal de sarampo está em 98,36%, acima da meta estabelecida pelo Ministério da Saúde.

Com relação aos casos suspeitos da doença, em 2018, foram 53, sendo 50 descartados e três ainda em investigação. Já em 2019, apenas dois estão em investigação. Não houve nenhum caso confirmado em 2018 e nenhum até o momento em 2019.

VACINAÇÃO

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferta gratuitamente duas vacinas que protegem contra o sarampo: a tetraviral, que protege também contra rubéola, caxumba e varicela e é administrada aos 15 meses, e a tríplice viral [sarampo, rubéola e caxumba], também aos 15 meses.

O Ministério da Saúde ainda reforça que todos os pais e responsáveis têm a obrigação de atualizar as cadernetas dos seus filhos, em especial as crianças menores de cinco anos, que devem ser vacinadas conforme esquema de vacinação de rotina.

Crianças de 12 meses a menores de 5 anos de idade devem tomar uma dose aos 12 meses (tríplice viral) e outra aos 15 meses de idade (tetraviral). Crianças de 5 anos a 9 anos de idade que perderam a oportunidade de ser vacinadas anteriormente: duas doses da vacina tríplice. Pessoas de 10 a 29 anos tomam duas doses das vacina tríplice. Aqueles que têm entre 30 e 49 anos tomam uma dose da vacina tríplice viral.

Para os estados que estão abaixo da meta de vacinação, o Ministério da Saúde tem orientado os gestores locais que organizem suas redes, inclusive com a possibilidade de readequação de horários mais compatíveis com a rotina da população brasileira.

Outra orientação é o reforço das parcerias com as creches e escolas, ambientes que potencializam a mobilização sobre a vacina por envolver também o núcleo familiar.

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