Pela 1ª vez desde a construção, pontes e viadutos são vistoriados

Os viadutos e pontes de Campo Grande são vistoriados, “3 ou 4 vezes ao ano”, por três engenheiros de uma equipe da Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura E Serviços Públicos), garante a prefeitura. Mas essa rotina é bem recente. É a primeira vez, segundo o titular da pasta, Rudi Fioresi, que as vistorias ocorrem, já que segundo ele “não há indícios de que as administrações anteriores tenham fiscalizado”.

A fiscalização recente e com equipe reduzida, no entanto, só analisa “cerca de 10 pontes e viadutos”, “os mais antigos”, e ao final, não há relatório que divulgue a qualidade das estruturas. É o que afirmou o secretário.

“Essa vistoria a gente faz nos viadutos e pontes mais antigas. As mais novas, teoricamente, não apresentam problemas”, declarou.

Um dos locais vistoriados, afirma, é o viaduto da Avenida Ceará com a Afonso Pena, cuja construção tem mais de 30 anos. Esse local, diz Fioresi, é analisado “com mais frequência”. “Esses 3 engenheiros fazem essas inspeções 3 ou 4 vezes por ano”, emenda.

O secretário afirma que a pasta pretende contratar especialistas em estrutura para fazer uma análise “mais aprofundada”, mas não detalhou datas para contratar as empresas de consultoria. “É para ver se precisa fazer alguma intervenção. Ver se apresenta fissura, alguma evidência de desgaste”, disse.

Os relatórios internos, comenta, são “visuais”. “São visuais, fotos, inspeções visuais, é só um relatório interno, só para a nossa análise”, declarou.

Secretário-adjunto da Sisep, Ariel Serra diz que a pasta “pegou um passivo”. “Estamos começando a fazer agora”, mas segundo ele as vistorias teriam que ocorrer somente a cada cinco anos. “Eu acredito que nunca tenha sido feita, não tem registro de que tenha sido feita anteriormente”.

“Tem a manutenção quando estraga alguma coisa, agora essa vistoria a gente não tem registro anterior, começou em 2016”, diz.

O secretário diz que, por enquanto, não foi detectado nenhuma necessidade “urgente” de intervenção. “Cada fiscal tem 4 ou 5 obras pra fiscalizar, na medida que vai sobrando tempo vamos fazendo, não temos corpo técnico sobrando”, comentou.

As pontes mais antigas, afirma, são o pontilhão da Rua Salgado Filho, “uma das obras mais antigas”, e pontes que cobrem os córregos, a exemplo da estrutura da Ernesto Geisel. “É uma obra que precisa ser feita a vistoria dela e tem essas pontes que cruzam o córrego segredo, que são da década de 1970”, finalizou.

A assessoria de imprensa da Sisep afirma que a Prefeitura concluiu em 2018 um levantamento “de todas as pontes, viadutos e passarelas da cidade”.

Informa que são desenvolvidos projetos para a revitalização que englobam adequações para acessibilidade, reforço na segurança de pedestres (com a instalação de guard-rail), pintura e correção de eventuais solapamentos nas cabeceiras. “Não foi constatado nenhum problema que comprometa a estrutura”, declarou em nota.

 

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