Associação denúncia falta de bolsa de colostomia e fila para procedimento

A falta de insumos de pacientes ostomizados e demanda reprimida de cirurgias serão apuradas pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), que comunicou nesta sexta-feira (dia 1º) a abertura de inquérito civil.

Em 2018, a Associação de Ostomizados de MS alegou problemas no abastecimento dos materiais, como bolsas, placas, pomadas e medicamentos de uso contínuo por pacientes ostomizados – intervenção cirúrgica para fazer no corpo um caminho alternativo para a saída de fezes ou urina, assim como auxiliar na respiração ou na alimentação.

No Estado, são 540 pacientes nesta condição – muitos deles aguardando para fazer o procedimento de reversão, de acordo com os autos do processo. Os materiais necessários para o procedimento são fornecidos pela Secretaria de Saúde do Estado.

A pasta, ainda na gestão do ex-secretário Carlos Coimbra, afirmou que em novembro passado faltou alguns itens a alguns pacientes, mas que o estoque já havia sido regularizado e que o atraso na retirada ocorreu por problema na separação de itens.

A informação sobre a falta de estoque chegou ao MP pela Associação dos Ostomizados e os materiais que o governo estadual fornece são aplicados pela APAE – Centro Especializado em Reabilitação, em Campo Grande.

Ao mesmo tempo em que a Secretaria de Saúdeafirmou a regularidade, a APAE encaminhou lista que informou que apenas alguns itens foram repostos.

“Portanto, a imprescindibilidade de continuidade de investigação, a fim de que seja constatada a regularidade dos materiais para pacientes ostomizados, bem como o tempo médio de espera e a realização de procedimento cirúrgico para reversão de ostomia”.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here