Cabeleireira que matou vendedor a facadas vai a júri popular

A cabeleireira Joice Espíndola da Silva, de 35 anos, presa desde maio do ano passado por matar o comerciante Camilo de Freitas durante uma discussão, vai a júri popular. A decisão é do juiz Rodrigo Pedrini Marcos, da 1ª Vara Criminal de Três Lagoas – a 338 quilômetros de Campo Grande.

O crime aconteceu no dia 20 de maio do ano passado. Em depoimento Joice afirmou que ela e o filho viram Camilo e a esposa brigando dentro do carro e tentaram defender a mulher. Os dois se desentenderam com o vendedor, que segundo ela, ofendeu sua família. Durante a confusão, ela acabou esfaqueando a vítima.

Joice fugiu depois do crime e foi presa três dias depois. Desde então, a defesa já tentou três habeas corpus para que a cabeleireira responda o processo em liberdade, alegando que ela não tinha a intenção de matar o vendedor, mas todos foram negados pela justiça.

Oito meses após o crime, o juiz decidiu mandar a cabeleireira para júri popular. O julgamento foi marcado, mas deve acontecer ainda no primeiro semestre deste ano. “Nós produzimos provas para mostrar que a Joice não tinha intenção de matar Camilo. Entre a descida do carro até ele ser atingido por uma faca, muito aconteceu. E muito deixou de se veicular. Mas, o juiz entendeu que há indícios de autoria e determinou que a sociedade tem que decidir”, declarou o advogado Flávio Burgos em entrevista ao JP News.

Além do homicídio, a cabeleireira ainda responde por corrupção de menor, já que segundo a denúncia feita pelo Ministério Público o filho dela, de 16 anos, segurou a vítima pela cintura enquanto a mãe a esfaqueava.

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