Ministro da Educação diz que pasta terá subsecretaria de ‘iniciativas civico-militares’

O novo ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, anunciou nesta terça-feira (1º) que a pasta terá uma subsecretaria que cuidará de “iniciativas civico-militares”.

Ele anunciou a subscretaria ao ser questionado sobre a ideia de Bolsonaro de ampliar o número de colégios militares. Disse que a equipe do ministério já analisou o custo e que isso não exigirá “tanto” investimento.

“Estamos vendo. Vai haver no Ministério da Educação uma área de cuida disso. Vai haver uma subsecretaria que cuida disso, de iniciativas cívico-militares para colégios municipais que queiram participar”, afirmou.

Segundo o novo ministro, as “crianças gostam” das escolas militares e há modelos nos quais escolas municipais pedem o apoio de colégios miliares, no que ele chama de ações cívico-militares.

“Os modelos que se desenvolveram em alguns lugares partem de colégios estabelecidos que pedem ajuda para a gestão civico-militar”, disse.

“Os colégios militares no Brasil representam um modelo que dá certo, que tem disciplina, que tem bom desempenho nos índices de avaliação. Então, esse modelo de colégios civico-militares é bom”, ressaltou.

Segundo Vélez Rodríguez, esse modelo “traz de benefício disciplina, a possibilidade de as crianças terem de uma orientação de educação para cidadania”.

Para ele, não se trata de militarizar o ensino. “Não se trata de militarização, se trata de racionalização, aquelas escolinhas municipais que queiram participar de projeto”, afirmou.

Ensino público pago

O novo ministro também falou sobre ensino público pago. Disse que não é “coisa de outro planeta” e citou como exemplo a Colômbia.

“Eu acho que está mal colocada a questão. A universidade pública já é paga pelos impostos que todas as pessoas pagam. E vocês sabem que quem paga imposto no Brasil é o trabalhador, sobretudo a classe média, é quem mais paga imposto.”

Segundo ele, a cobrança “não seria uma coisa de outro planeta”.

“Há modelos a serem considerados. Qualquer solução deve ser debatida democraticamente. No meu país de origem, na Colômbia, a universidade pública é paga. Como? Declaração de renda. Você não tem dinheiro, o governo te dá bolsa. Você é remediado, paga uma soma módica. Você é rico, paga. Esse é o modelo que impera nos EUA”, declarou.

Marxismo

“Nós sabemos que há uma presença da ideologia marxista na gestão das entidades educacionais. A presença, o conceito, uma visão que vem do gramcismo. Conceito de guerra cultural. Isso não é bom. Acho que a escola deve ter uma gestão, pluralista e aberta como diz a Constituição. Tem de haver esse pluralismo. A Constituição é clara”, afirmou.

Fonte: https://www.correiodoestado.com.br

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here