Empresários e ex-secretário ligados a Puccinelli estão entre os presos

Os empresários João Roberto Baird e Antônio Celso Cortez, bem como André Luiz Cance, ex-secretário adjunto de Estado de Fazenda, foram presos em Campo Grande durante a Operação Computadores de Lama, sexta fase da Lama Asfáltica, deflagrada nesta terça-feira pela Polícia Federal, juntamente com a Controladoria-Geral da União (CGU) e a Receita Federal. Grupo é suspeito de fraudes em licitações de produtos de informática.

Cance, que ocupou cargo público na gestão Pucinnelli, já havia sido alvo em outras fases da Lama Asfáltica, assim como Baird, dono da Itel Informática, empresa detentora de contratos milionários com o Governo do Estado. Cortez é um dos donos da PSG Tecnologia Ltda. Todos têm envolvimentos fraudulentos com o ex-governador que está preso desde o dia 20 de julho deste ano, por conta da Operação Papiros de Lama, a quinta fase da Lama Asfáltica.

Baird foi preso em casa, em condomínio localizado na Rua Antônio Maria Coelho, atrás do Parque das Nações Indígenas. Cortez  também foi localizado em sua residência, no Vilas Boas, assim como Cance, preso no Jardim Bela Vista. Ao todo, mais de 100 policiais, 17 servidores da CGU e 33 servidores da Receita Federal cumpriram 29 mandados dentre os quais quatro deles de prisão, sendo dois somente contra o empresário Baird.

BUSCA E APREENSÃO

Os outros 25 mandados de busca e apreensão tiveram como alvos: Felix Jayme Nunes da Cunha, em sete endereços como escritórios e residência na Capital; Luiz Fernando Barros Fontolan, em residência no Jardim das Roseiras; Fábio Portela Machisky, em residência no Royal Park; Secretária de Estado de Fazenda (Sefaz/MS) e Superintendência de Gestão de Informação da Sefaz no Parque dos Poderes; Top Line Trading e Participações, no Amambai e Vila Progresso; Fábio Leandro Castro, em escritório no Jardim dos Estados; Ricardo Fernandes de Araújo, em condomínio no Tiradentes; Andrei Menezes Lorezentto, em casa no Alphaville e escritório na Chácara Cachoeira; Antonio Celso Cortez Júnior, em residência em Dourados; Emerson Rufino, em escritório em Paranhos; Supermercado Novo Rumo, em Paranhos.

OPERAÇÃO

As investigações foram baseadas, em especial, nas remessas clandestinas de valores para o exterior realizadas por proprietários de empresas de informática investigadas nas fases anteriores. A Computadores de Lama decorreu da análise dos materiais já apreendidos, com resultados de fiscalizações e exames periciais.

As ações também têm como objetivo apurar desvios de recursos públicos por meio do direcionamento de licitações em contratações de serviços de informática, aquisição fictícia ou ilícita de produtos, simulação de contratos para o repasse de recursos ilícitos e utilização de “laranjas” para ocultação patrimonial.

Os prejuízos causados ao erário, somando-se todas as seis fases da Operação lama Asfáltica, consideradas as fraudes, valores concedidos irregularmente como benefícios fiscais e as propinas pagas a integrantes da Organização Criminosa passam dos R$ 432 milhões.

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