Em leito improvisado, paciente fica sem alimento

Além da espera para a transferência, os pacientes internados em postos de saúde sofrem também com a falta de alimentação adequada para o tratamento. A Secretaria Municipal de Saúde Pública (Sesau) não fornece refeição para quem está sendo atendido.

De acordo com o coordenador do serviço de urgência e emergência da Sesau, Yama Higa, os familiares são responsáveis por levar comida aos que estão internados na fila de remoção para um hospital referência. “A Secretaria de Serviço Social consegue contemplar uma parte, os pacientes que não tem condições, mas é um serviço precário. Não é o ideal. Os pacientes que mais preocupam são os idosos que precisam comer, precisam de material de higiene. Não temos hotelaria”, explicou.

Ainda de acordo com Higa, os pacientes que ocupam leitos considerados de estabilização, mas com equipamentos equivalentes a de uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), conseguem ser transferidos mais rapidamente como Vaga Zero, ou seja, os hospitais não podem recusar. “O paciente é mandado de acordo com a gravidade, assim como é feita a classificação nas UPA’s é feita na regulação. De acordo com a referência, por exemplo, um AVC hemorrágico a referência única é a Santa Casa, não adianta encaminhar para o HU (Hospital Universitário). Dentro de um sistema regulado a gente tem que mandar o mais grave para o (hospital) mais certo”.

Conforme o Correio do Estado mostrou na edição desse fim de semana, na sexta-feira (23) 80 pessoas estavam internadas, distribuídas nas seis Unidades de Pronto Atendimento (UPA) e quatro Centros Regionais de Saúde (CRS) a espera de transferência para hospitais. Ontem o número tinha caído para 67, no início da tarde.

Higa destaca ainda que dos três maiores hospitais de Campo Grande o único que atende 100% regulação é a Santa Casa. “O Hospital Regional tem cerca de 70% do atendimento do pronto-socorro de demanda espontânea e o Hospital Universitário também no mesmo perfil”.

O chefe da regulação explicou que a demanda da saúde tem três principais casos, a demanda espontânea, quando o paciente chega por meios próprios, as intercorrências primárias que são o Corpo de Bombeiros e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e os municípios do interior que encaminham pacientes. “Temos uma demanda grande do interior que se intensifica no fim de semana e datas comemorativas”, destacou.

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