Facadas e tráfico de drogas: região valorizada da Capital vira reduto da bandidagem

 

Para os moradores da Vila Planalto, em Campo Grande, o esfaqueamento de um jovem de 24 anos em plena luz do dia não é novidade para ninguém, já que muitos usuários de drogas se aglomeram no local e tiram o sossego daqueles que residem ao redor do estabelecimento.

Daniel Okama foi esfaqueado por volta das 8h desta quarta-feira (21), após um desentendimento com um amigo, na Rua Antônio Maria Coelho, e foi atingido por um golpe na barriga. Ele afirmou que passou a madrugada ingerindo bebida alcóolica na companhia de amigos.

Revoltada com o ocorrido, a contadora Reni Fernandes, 66 anos, afirma que muitos usuários de drogas se juntam no entorno da Orla Morena e a população não consegue utilizar o local para o lazer. “É um perigo isso aqui, perto do palco da orla é o principal ponto de usuários. Está muito perigosa essa região, ver uma pessoa esfaqueada aqui não é novidade nenhuma. Aqui tem tráfico de drogas, os moradores não têm sossego, é um inferno”.

Reni explica que os moradores já se uniram e fizeram um abaixo-assinado, mas nada mudou. “Já fizemos várias reclamações, mas eles continuam importunando. Eles passam a madrugada com som alto, tem tiro, tem briga, tem esfaqueado, tem de tudo que não presta. Esse rapaz estava na conveniência, depois ficou caído na Orla, é um absurdo, não temos paz”.

De acordo com a psicóloga Lucy Sayeg, o principal ponto de encontro entre usuários ocorre na frente do palco da Orla Morena. “Eles se juntam ali e ai de quem se atrever a passar por lá. A Orla é deles agora, não podemos passear tranquilamente aqui. É muito perigoso. Esse caso não é novidade para ninguém. Estamos acostumados com violência aqui, com tráfico de drogas”.

Polícia Militar

Após atender a ocorrência, o comandante do Tático 2 da área central, sargento Rodson Viana disse que a polícia realiza rondas na região, mas precisa de algo palpável para agir. “Nós recebemos muitas reclamações dos moradores. Normalmente é o som alto, vamos até o local, conversamos com as pessoas para abaixar e ficamos em ronda. Precisamos de algo palpável para agir perante a lei, muitas pessoas se aglomeram na conveniência onde o crime aconteceu, sempre estamos por lá, monitorando o que está acontecendo”.

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