Com 115 vagas para MS, ministério lança novo edital do Mais Médicos

Com 115 vagas distribuídas em 46 cidades do interior e 7 Diseis (Distritos Sanitários Especiais Indígenas) de Mato Grosso do Sul, o Ministério da Saúde publicou no Diário Oficial da União desta terça-feira (20) edital para contratação por meio do programa Mais Médicos. Os profissionais substituirão os cubanos que estão deixando o Brasil, depois que o governo de Cuba decidiu encerrar parceria.

A publicação ocorre no dia seguinte ao anúncio do Ministério da Justiça de que serão ofertadas 8.517 vagas para atuação em 2.824 municípios e 34 áreas indígenas, antes ocupadas por médicos cubanos.

O texto apresenta em detalhes os oito perfis das localidades que poderão ser escolhidas pelos profissionais que se candidatarem ao programa.

No Estado, por exemplo, há 11 municípios onde há percentual da população classificada como de extrema pobreza.

Salário e inscrições – Os profissionais selecionados receberão salário de R$ 11.865,60 por 36 meses, contrato que pode ser prorrogado. Para o médico que se candidatar para trabalhar em áreas distantes, será repassada ajuda de custo para o médico que solicitar.

As vagas são para médicos brasileiros com inscrição no CRM (Conselho Regional de Medicina) e com diploma revalidado no país.

O Ministério da Saúde prevê que o médicos comecem a trabalhar em 3 de dezembro.

Os profissionais podem se inscrever no site maismedicos.gov.br.

Impasse – No dia 14 de novembro, o governo de Cuba divulgou nota anunciado a interrupção da cooperação técnica com a Opas (Organização Pan-Americana da Saúde) que permite o envio de médicos para o Brasil. O comunicado cita “referências diretas, depreciativas e ameaçadoras” feitas pelo presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) à presença dos médicos cubanos no Brasil.

O país caribenho envia profissionais para trabalhar nas regiões mais carentes do país desde 2013, quando a gestão de Dilma Rousseff (PT) criou o Mais Médicos.

Com a decisão do governo cubano, Mato Grosso do Sul deve perder ao menos 110 profissionais, conforme dados do Ministério da Saúde divulgados na semana passada. Todos eles atuam no interior.

O número de médicos cubanos no Estado corresponde a metade dos profissionais que atuam por meio do programa – 205 no total, segundo a SES (Secretaria de Estado de Saúde).

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