Procuradoria cria grupo especial para investigar execução de advogada

A Procuradoria Geral de Justiça do Paraguai criou uma força-tarefa para conduzir as investigações sobre o assassinato da advogada Laura Marcela Casuso, 54, ocorrido segunda-feira (12) em Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia vizinha de Ponta Porã (MS), a 323 km de Campo Grande.

Temendo influência do crime organizado sobre autoridades locais, o que poderia comprometer a apuração, os três promotores que vão chefiar as investigações são de Assunción, capital do Paraguai.

Os promotores Hugo Volpe, Alicia Sapriza e Marcelo Pecci foram designados para integrar o grupo que atua no caso. A promotora de Pedro Juan Caballero, Sandra Díaz, foi a única agente do Departamento de Amambay mantida nas investigações, mas ela vai atuar como coadjuvante.

Defensora de barões da droga, como os brasileiros Jarvis Gimenes Pavão e Fernando Marcelo Pinheiro Veiga, o Marcelo Piloto, Laura era conhecida por confrontar autoridades paraguaias, a quem acusava de receber propina do crime organizado.

Laura foi alvejada por dez tiros de pistola 9 milímetros ao deixar uma reunião de mulheres maçônicas no bairro Maria Victoria, a 400 metros do território brasileiro. Os pistoleiros estavam em uma Toyota Hilux preta.

Com ferimentos no peito e no abdômen, que atingiram o pâncreas, o intestino e um dos rins, a advogada chegou a ser levada para o hospital regional e depois transferida para uma clínica particular, onde passou por cirurgia, mas não resistiu.

Ontem (14), o jornal ABC Color divulgou áudios de conversas de Laura com uma jornalista do diário e com outras pessoas em que a advogada faz sérias denúncias contra autoridades políticas do país.

Os alvos das acusações são o comissário Abel Cañete, um dos chefes da Polícia Nacional, a ministra da Senabico (secretaria nacional que cuida de bens apreendidos) Karina Gómez Narváez, o ex-ministro da Senad (Secretaria Nacional Antidrogas) Luis Rojas e o advogado Horacio Galeano Perrone.

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