Bolsonaro diz que vai doar sobra de campanha para Santa Casa de Juiz de Fora

O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), afirmou nesta terça-feira (30) que vai doar as sobras de campanha de sua eleição para a Santa Casa de Misericórida de Juiz de Fora (MG), onde foi atendido após ser esfaqueado em 6 de setembro.

Segue mensagem do Twitter:

Nossa campanha custou cerca de R$ 1,5 milhão, menos que a metade do que foi arrecadado com doações individuais. Pretendo doar o restante para a Santa Casa de Juiz de Fora, onde nasci novamente. Acredito que aqueles que em mim confiaram estarão de acordo. Muito obrigado a todos!

Na postagem, Bolsonaro afirmou que sua campanha custou cerca de R$ 1,5 milhão. Ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), entretanto, ele declarou ter gasto R$ 2,5 milhões, segundo informava o site da Corte às 13h desta terça-feira (veja na imagem abaixo).

A arrecadação com doações de pessoas físicas, por sua vez, chegou a R$ 4 milhões – somadas as doações via financiamento coletivo (vaquinhas) e outras, feitas diretamente à campanha ou pelo PSL.

Os valores declarados ao TSE, entretanto, podem mudar, pois os candidatos disputaram o 2º turno podem fazer a prestação de contas até o dia 17 de novembro.

Segundo a legislação eleitoral, as sobras de campanha das candidaturas à Presidência da República devem ser transferidas para a direção nacional do partido – no caso, o PSL – que será o responsável pela identificação, utilização, contabilização e prestação de contas ao TSE.

O advogado Michel Bertoni, ex-funcionário do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, avalia que o PSL não pode fazer a doação. “Partidos não podem fazer doações. Os recursos que arrecadam devvem ter finalidade partidária ou eleitoral”, afirma.

Para Henrique Neves, ex-ministro do TSE, em princípio não há impedimento, uma vez que os recursos são oriundos de pessoas físicas, e não do Fundo Partidário ou do fundo eleitoral.

“Se for só dinheiro de doação privada, em princípio, entendo que o partido – não o candidato – poderia fazer a doação de recursos próprios, se for esse o interesse partidário. Mas a questão tem que ser estudada”, disse.

G1 procurou a assessoria de Bolsonaro e o filho dele, deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), para perguntar como seria feita a doação e o motivo da divergência nos valores de despesas de campanha, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem.

Na tarde desta terça-feira a Santa Casa disse que não havia sido comunicada oficialmente da intenção do presidente eleito.

Atentado a Bolsonaro

Bolsonaro foi esfaqueado durante um ato de campanha em Juiz de Fora no dia 6 de setembro, e socorrido para a Santa Casa de Misericórida, onde foi operado pela primeira vez.

No dia seguinte, o então candidato do PSL foi transferido para o Hospital Albert Einstein, onde passou por nova cirurgia e ficou internado por 22 dias, até a alta, em 29 de setembro.

O autor do atentado, Adélio Bispo de Oliveira, foi preso e, segundo a polícia, agiu sozinho.

Fonte: G1 Eleições 2018

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