Operador de máquinas foi morto por chantagear filha da namorada

Foram identificados os assassinos de Claudinei Seixas, morto com quatro tiros no noite do dia 17 de outubro, no bairro Coronel Antonino em Campo Grande. Para a polícia, o responsável pelos disparos contou que planejou o crime com ajuda da namorada após descobrir que ela era chantageada e obrigada a manter relação sexual com a vítima.

Segundo as investigações da 1ª Delegacia de Polícia Civil, o crime foi planejado por Rodrigo de Aquino Lopes, de 23 anos e pela namorada dele, Stephanie Ferreira de Oliveira, de 20 anos, que é filha da namorada do operador de máquinas.

De acordo com a delegado Priscilla Anuda Quarti Vieira, a jovem contou que o “padrasto” teve acesso a fotos íntimas suas e começou a ameaçar mostrar as imagens para a mãe dela caso não mantivesse relação sexual com ele. Em depoimento, ela alegou que Claudinei afirmava que, com as fotos, contaria para a namorada que a filha se insinuava para ele.

Os dois teriam saído juntos algumas vezes, todos por conta das chantagens, até Rodrigo, o atual namorado de Stephanie, descobrir a situação. Os dois então planejaram o crime e a jovem marcou um novo encontrou com a vítima, no ponto de ônibus do cruzamento das Avenida Coronel Antonino com a Presidente Castelo Branco.

No dia do homicídio, Rodrigo se aproximou de Claudinei a pé, pela rua Castelo Branco, armado com um revólver calibre 32. A vítima chegou a perceber a aproximação do suspeito, e tentou correr, mas foi atingido por quatro tiros e morreu no local.

Investigação – Foram por imagens de câmera de segurança da região que a equipes de investigação conseguiram chegar aos nomes de Rodrigo e Stephanie. “Pelas imagens da Avenida Coronel Antonino percebemos um carro passar várias vezes em frente ao local que a vítima estava e pelos vídeos da Castelo Branco o suspeito caminhando em direção a vítima e depois do crime voltar correndo”, detalhou a delegada.

O carro que aparecia nas imagens era um Volkswagen Parati prata. Pela placa, os policiais chegaram aos donos e descobriram que o veículo havia sido vendido recentemente para Rodrigo. “Depois do crime ele deixou o carro escondido na casa em que morava e foi de Uber para a casa da namorada”, contou Priscilla.

O veículo permaneceu escondido durante todo o período de flagrante e só depois voltou a ser usado pela casal. Já a arma foi entregue por Rodrigo a um amigo, que acabou preso nesta terça-feira (23) por posse irregular de arma de fogo. Para a polícia, o rapaz de 21 anos afirmou que não sabia do crime e só guardou o revólver a pedido do suspeito.

Rodrigo relatou ainda que a arma pertencia a seu irmão, hoje interno da Unei (Unidade Educacional de Internação). As investigações do caso continuam.

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