Casos de ameaça e brigas em boate podem estar ligados à morte de Playboy

A Polícia Civil investiga se boletins de ocorrência por ameaças e brigas em boate (vias de fato e lesão corporal) registrados contra o empresário Marcel Costa Hernandes Colombo, de 31 anos, mais conhecido como o Playboy da Mansão, teriam motivado o assassinato dele, ocorrido durante a madrugada desta quinta-feira, na Cachaçaria Brasil, localizada na Avenida Fernando Corrêa da Costa, na Vila Rosa Pires, em Campo Grande.  O suspeito chegou de capacete e atingiu a vítima pelas costas com cinco tiros de calibre 9 milímetros. Ao que tudo indica, o executor não agiu sozinho.

Segundo a delegada Daniella Kades, responsável pelo inquérito junto à 1ª Delegacia de Polícia da Capital, até mesmo um áudio em que Marcel ameaçava uma pessoa que lhe devia R$ 1.300, divulgado ontem em vários grupos de WhatsApp, não é descartado. “Procuramos quem compartilhou este áudio para tentarmos descobrir a data e as circunstâncias das ameaças e ver se pode contribuir com as investigações”, disse a delegada.

Polêmico e metido a brigão, Marcel foi denunciado por ameaça e também por agressões dentro de casas noturnas. “São vários boletins de ocorrência registrados contra ele. Tudo foi documentado e anexado ao inquérito. Vamos averiguar”, afirmou Daniella, explicando que tais denúncias podem estar relacionadas, mesmo que de forma indireta, com o acerto de contas na cachaçaria. “Com base nestes boletins, é possível que alguém tivesse motivo”, completou.

Conforme já noticiado, Marcel e mais dois amigos estavam sentados à mesa no estabelecimento, quando por volta da 0h18, o suspeito chegou ao local de moto, estacionou atrás do carro da vítima e, ainda usando capacete, se aproximou pelas costas e atirou. Além de Marcel, Tiago do Nascimento Bento, de 18 anos, foi atingido no joelho.

A polícia analisou imagens de câmeras de segurança nas proximidades e foi levantada possibilidade de que o autor tenha recebido ajuda. “Investigamos se outra pessoa vista em um carro deu algum tipo de apoio”, pontuou. Além disso, está descartada conexão com inquérito pelo qual o empresário respondeu na Polícia Federal. “Ao que tudo indica, não há ligação com esta operação”, finalizou.

Marcel sempre foi conhecido pelo estilo ostentação. Na Justiça, tem pelo menos dois processos, um de execução de dívida e outro por quebra de contrato. O empresário também coleciona várias passagens pela polícia, a maioria por ameaça e violência. Além disso, em 2016, protagonizou um caso de desacato policial e ficou famoso depois de ter vídeo íntimo vazado na internet. No site do Tribunal de Justiça do Estado consta que, em 2014, Marcel foi processado por quebra de contrato firmado em 2012.

OPERAÇÃO HARPÓRATES

Foi justamente a ostentação que denunciou as atividades ilícitas dele à Polícia Federal em dezembro de 2016. Na casa de Marcel foi apreendida uma pistola calibre 6.35 mm sem registro, diversos frascos de perfume de origem estrangeira, roupas de países da América Latina, como o Peru, soco inglês, remédios anabolizantes sem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e R$ 2,2 mil em notas falsas. Os produtos apreendidos embasaram a prisão em flagrante do suspeito.

De acordo com a Receita Federal, a operação foi desdobramento de duas investigações que desvendaram esquemas de prática do crime de descaminho e possível lavagem de dinheiro. A primeira envolve a comercialização de uma grande quantidade de produtos eletrônicos em uma loja sediada num hotel desta capital, expondo à venda mercadorias de alto valor agregado, como Smartphone, notebooks, equipamentos de informática e de som, dentre outros. A segunda investigação constatou que roupas de grife, de origem estrangeira, foram introduzidas no mercado nacional sem a sua regular importação e, posteriormente, eram vendidas em lojas dos investigados.

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